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Não era o mais perfeito. Nem mesmo o mais bonito. Não tinha olhos azuis ou o corpo trabalhado. Não era o mais forte. Nem atlético. Não gostava de esporte, pra falar a verdade. Tinha um jeito diferente. De falar, andar, se vestir. Nem era considerado o mais normal. Não tocava no barzinho, também não chamava a atenção das garotas por onde andava. Nem pensava em ser o mais popular. E ainda que quisesse, era autêntico demais pra isso.


Acho que nunca percebeu que poderia ser “o mais”.

Ainda assim era especial.

Pra mim, era.


Os braços não eram os mais fortes, mas me davam a força que eu precisava dentro da paz do seu abraço. A naturalidade que trazia no sorriso largo contagiava muito mais que a popularidade alheia. A luz que trazia não vinha do que cantava ou tocava, mas da beleza dos pensamentos e ações.

Era diferente quando brincava, fazia caretas e me tirava do sério nas horas em que a seriedade devia prevalecer. Me desarmava. Quando dizia exatamente o que eu precisava ouvir. Quando contava uma piada sem graça e fazia rir só para que eu esquecesse dos problemas que insistiam em aparecer, mas que magicamente sumiam quando ele estava perto. Quando ligava no meio da madrugada e falava incansavelmente empolgado com alguma novidade e queria que eu fosse a primeira ouvinte. E eu ouvia atentamente. Ainda que estivesse com sono, que aquela não fosse a hora mais apropriada, ouvia não para saber exatamente do que você falava, mas porque aquela voz era o melhor som que eu poderia ouvir. Qualquer dia, qualquer momento, falando qualquer coisa que fosse. Porque não eram palavras, era música para os meus ouvidos.


A música perfeita da pessoa perfeita.

Pode até ser imperfeita para os outros, mas é completa para mim.


Tornou-se perfeito pelas peculiaridades que me fizeram encantar e acreditar nas infinitas possibilidades do acontecer. Porque não se importou em continuar mantendo a essência ainda que todos a mudem apenas para se enquadrar. Porque todo mundo é diferente e tem direito de ser. Porque eu abri os olhos para enxergar a pessoa que ninguém mais estava disposto a encontrar. E se quer saber, não me arrependo nem um pouco. Mais que isso, todos os dias acordo decidida a provar que eu também posso ser perfeita, ainda que dentro das minhas limitações.

Afinal, quem disse que o amor não pode ser perfeito?

Quero te encher de carinhos, cuidar de você

Quero te ter por perto, sempre ao anoitecer

Penso em tudo, como começou

Veio tão devagarinho, nem parecia amor.

Tenho sempre o medo, mas a força está ali

Tenho sempre o sonho e você para dividir

Tenho desespero, mas você me traz a calma

Tenho toda a certeza, daquela que vem da alma.

Hoje é diferente, tudo tão mais seguro

Nem parece que veio como algo imaturo.

Fica um pouco difícil não deixar de agradecer

A paciência, carinho e amor, que vieram de você

Tento retribuir mas toda palavra é insuficiente

Então como dizer isso, assim, tão de repente?

As brincadeiras e intimidade aumentam sempre meu apreço

Os abraços e o caráter conquistaram desde o começo

Não sei se “para sempre” é um tempo a durar

Mas não permita que eu esqueça o significado de amar.

Quero saber da verdade e sempre insistir

Quero sentir que nada me fará desistir.

Já tive muita coisa na vida, das quais talvez nem tenha orgulho

Mas sempre me fiz forte para ver em você meu porto seguro

Já tive algumas pessoas, mas nada deu muito certo

Era o tempo do destino pra te deixar aqui bem perto.

Coração acelerou, o abraço acolheu, seu sorriso trouxe a paz

E o desejo para hoje e sempre é que não acabe nunca mais.

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© 2026 por Duana Centenaro.

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