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Eu estive aqui. Sempre. Por você. Para você.

Quando os momentos foram os melhores. Que o sorriso iluminava o rosto. E a vida se abria diante das possibilidades.

Quando as dificuldades foram as piores. Que a vontade de desistir era maior, a insegurança era palpável e os olhos não suportavam mais as lágrimas.

Quando o peso era demais, um tanto de você vivia em mim.

Estive tão junto. Bem perto. Você tampouco soube enxergar.

Hoje entendo as dores, desamores, desastres, desventuras. Agradeço por me fazer perceber que estive, sim. No passado, bem longe. Não mais estarei.


São muitos os avanços nas leis que obrigam estabelecimentos e instituições públicas a adotarem medidas de acessibilidade e inclusão social. Mas nada disso conseguiu descobrir um jeito de fazer com que a sociedade olhe com bons olhos para os portadores de necessidades especiais. Dessa forma, a inclusão “camuflada” é pior. Nem mesmo os altos índices de pessoas com algum tipo de deficiência (seja motora ou mental) fazem com que o assunto seja levado à sério. Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontam que, no Brasil, há mais de um milhão de portadores de necessidades especiais em idade economicamente ativa e aptos a fazer parte do mercado de trabalho. Entretanto, as empresas, que às vezes até disponibilizam essas vagas, na sua grande maioria, não são preparadas para agir normalmente com esse convívio.

A realidade, além de mal resolvida, deixa essas pessoas à margem da vulnerabilidade de suas limitações, criando uma grande barreira de acesso ao trabalho, estudos e à vida em sociedade de forma geral.

Obs. Esse texto é uma forma de “desabafo” diante de uma situação que presenciei, de total desrespeito e completa falta de tato com portadores de necessidades especiais. Inclusão é mais que teoria, tem que ser entendida, dia a dia, na prática.

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© 2026 por Duana Centenaro.

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