Sobre inclusão social
- 8 de ago. de 2020
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Atualizado: 11 de ago. de 2020

São muitos os avanços nas leis que obrigam estabelecimentos e instituições públicas a adotarem medidas de acessibilidade e inclusão social. Mas nada disso conseguiu descobrir um jeito de fazer com que a sociedade olhe com bons olhos para os portadores de necessidades especiais. Dessa forma, a inclusão “camuflada” é pior.
Nem mesmo os altos índices de pessoas com algum tipo de deficiência (seja motora ou mental) fazem com que o assunto seja levado à sério. Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontam que, no Brasil, há mais de um milhão de portadores de necessidades especiais em idade economicamente ativa e aptos a fazer parte do mercado de trabalho. Entretanto, as empresas, que às vezes até disponibilizam essas vagas, na sua grande maioria, não são preparadas para agir normalmente com esse convívio.
A realidade, além de mal resolvida, deixa essas pessoas à margem da vulnerabilidade de suas limitações, criando uma grande barreira de acesso ao trabalho, estudos e à vida em sociedade de forma geral.
Obs. Esse texto é uma forma de “desabafo” diante de uma situação que presenciei, de total desrespeito e completa falta de tato com portadores de necessidades especiais. Inclusão é mais que teoria, tem que ser entendida, dia a dia, na prática.