Ao meu pai
- 11 de ago. de 2020
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Eu sou o “pergunta para a sua mãe”. A herança do time de futebol (Corinthians). O que não saber responder na maioria das perguntas. O “estou longe mas sempre torcendo pela sua felicidade”. O “liguei só para dar um oi”. “Você tá gastando demais”. O não saber cozinhar. As manhãs de domingo vendo fórmula I. As tardes de domingo no futebol. Os dias de semana ouvindo Milton Neves na hora almoço. Sou o seu não saber trocar minhas fraldas quando pequena. Não expressar em ações super afetivas os sentimentos. A preocupação escondida no “mas São Paulo é tão perigoso”. O gosto por doces seja lá que tipo for. O misturar esses doces e fazer uma grande meleca. As lembranças de escola em forma de camiseta com uma mão de tinta guache ou porta retrato de macarrão. O seu jeito de não ter muito jeito com as coisas. Sou a necessidade de trabalhar até altas horas da noite no oficina. As reclamações... Para viajar, para sair de casa, para dançar, para ir nas reuniões. As preocupações no início de mês. Cresci tendo um exemplo de honestidade e caráter. Nem fui longe... Valores que aprendi em casa. Por isso, nunca esquecidos. E assim espero que seja com meus filhos. À todos os pais, um dia lindo. Às mães que são pais, um sincero reconhecimento. Ao meu, um muito obrigada!