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Terminar é preciso

  • 22 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

As pessoas costumam dizer que a vida é dividida em ciclos. Fases de tudo. Fases para tudo.

Tem tempo para começar e terminar a infância, tempo para começar e terminar a adolescência, tempo para começar e terminar um amor (quando não dá certo), tempo para começar e terminar o ‘sentir’ uma grande dor ou perda, tempo para começar e terminar as pequenas e grandes alegrias da vida... Tudo isso e muito mais, para que sempre possamos continuar seguindo em frente.

Imagine aqueles experimentos com ratinhos de laboratórios que ficam correndo numa roda em busca de alguma comida, que seria o prêmio por tamanho esforço. Assim somos nós. Os ciclos que iniciamos são as nossas motivações. A diferença das duas situações é que no nosso caso, levamos os impactos dessa ação para a vida toda.

Nem todo ciclo tem um final feliz, como desejamos. Seja uma amizade que não deu certo ou um amor não correspondido, o faro é q eu nem todo ciclo acontece como planejamos. Seja um trabalho ou um objetivo pessoal. Às vezes, os ciclos vão ficando sem final. E não sabemos o que fazer com eles. Onde depositar as expectativas que foram criadas ou o que fazer com as esperanças nutridas a partir daquele desejo?

Então optamos por deixá-los incompletos. Vão ficando de lado e criamos novo ciclo. Esse novo também não dá certo e, junto com o outro, é esquecido. E assim sucessivamente. Dessa forma, construímos nossas confusões. Sem espaço, nos vemos diante de grandes problemas, formados por pequenas incompletudes. Quando nos damos conta, não é possível ter novos inícios. E o que fazer se são eles que nos motivam?

Encerrar é preciso.

Todo início tem que ter um fim, para que complete um ciclo. Uma fase é passageira, ainda assim, é preciso ter domínio disso para que as coisas pequenas não tomem conta daquilo que nós somos. Encerrar um ciclo, especialmente aqueles em que mais depositamos nosso empenho, não é fácil. Muitas vezes é doloroso, carnal e leva um tempo para cicatrizar. Não o tempo que queremos... Mas algo especial, porque cada ciclo tem seu tempo de nascer e se morrer.

Não adianta apressar ou fingir que não sabe do que se trata.

Assim como um início, o fim tem o seu objetivo e ignorá-lo é tão eficaz quanto varrer os problemas para debaixo do tapete. Em algum momento voltarão trazendo ainda mais sujeira. No caso dos ciclos, nos lembrando das experiências incompletas. Todo fim de ciclo vale a pena, independente de como tenha terminado, pois são eles que nos motivam para novos começos.

 
 

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