Sobre juventude
- 8 de jan. de 2021
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Somos tão jovens, com tantos desejos, anseios, coragem e oportunidade. Somos os jovens que buscam se realizar, ser feliz, viajar, curtir os amigos e aproveitar a vida. Somos os jovens que nem sempre tem o apoio dos pais, que encontram barreiras nos estudos, dificuldades no trabalho. Mas que não desistem de tentar porque acreditam que no futuro as coisas vão melhorar.
Somos o jovem que está preso em uma gaiola com vontade de voar e não enxerga que a porta está aberta.
Por que quando jovens as coisas parecem mais desejáveis, no entanto nem tanto acessíveis? E por que quando crescemos, temos mais maturidade, experiência, dinheiro – e deveríamos ser mais felizes - nos tornamos mais secos, frios e descontentes?
Quando crescemos, para onde vai toda a ânsia de vida?
As pessoas crescem, estudam, casam, fazem aquilo que nos disseram ser o ideal para ter uma vida perfeita (?). Mas se é tão perfeito, por que cada vez é mais comum ver adultos frustrados, um mundo cheio de pessoas mecanizadas a ponto de assistir a própria vida passando sem fazê-la valer a pena?
Se temos tudo em nossas mãos, por que jogamos pro alto para procurar aquilo que nem sabemos se existe? Me respondam... Para onde vai a vida? O que acontece com o espírito jovem que existe em cada um?
Tenho medo que toda essa pressa de viver que exista em mim atualmente suma com o passar do tempo. Mais que qualquer coisa, tenho apenas um medo: Que a minha vida passe sem mim.
A vida é tão efêmera, curta demais pra perder tempo sem viver. Pense bem, se você morresse hoje, teria aproveitado suficiente tudo o que poderia? Teria experimentado tudo o que queria? Teria visitado os lugares que desejava? Teria rido sem se importar, dançado como se não tivesse ninguém olhando, conhecido pessoas interessantes e se apaixonado?
Mais triste do que virar um robô mecânico, é se tornar um infeliz escravo do tempo. Contador do resto de vida que ainda existe.