Sobre matrimônio
- 12 de set. de 2020
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Recentemente me flagrei pensando que várias pessoas da minha convivência estão casadas ou prestes a casar. Uma amiga, alguém do trabalho, uma conhecida... O que me chamou a atenção é que são pessoas jovens. O que chega a ser até uma ironia considerando que vivemos no tempo onde valores como independência e liberdade estão diretamente inseridos na juventude. O tempo em que os jovens casavam cedo era o dos nossos avós e ainda assim não era por opção própria.
Essa evolução das gerações está ai e mostra a tendência do futuro: regredir. É como se o processo tivesse começado quando as pessoas casavam jovens demais e por obrigação, depois conquistou-se o direito de escolher com quem e quando casar e junto com isso, perdeu-se os limites e também o desejo de assumir as relações. Agora, as pessoas estão na tentativa de resgatar valores e conceitos que foram perdidos no decorrer do tempo.
Apesar de casamento ser uma palavra que – ainda – assusta, tanto homens quanto mulheres, a aceitação é sinal de que estão em busca de algo que não encontraram no ímpeto desenfreado da vida “avulsa”.
Vejo pessoas construindo sua própria família e penso que são pessoas quanto eu, poderia ser comigo também. Mas sinceramente não me vejo nessa situação. Não ainda. Quem sabe um dia.
Talvez esse seja o mal do século: a escolha pela independência emocional e financeira. Ainda assim, sou fã dos bons costumes. Confesso que admiro verdadeiramente quem tem coragem de dar vida a um sentimento, que se dispõe a construir um futuro acompanhado. Mais que isso, desejo que consigam resistir às provações do mundo e do relacionamento para que vivam na paz e na felicidade dos momentos do dia-a-dia.