Sobre a Escolha

As coisas não parecem estar na ordem certa. No caminho, talvez espero que sim. Mas não do jeito programado, não como deveria ser. Mas quem garantiu que seria assim? Sinceramente, não gosto quando as pessoas vem com um papo todo afetivo de “as coisas darão certo, não desista, acredite em você, é tudo questão de tempo” e blá blá blá. Nessa hora minha mente se volta para todos os nãos que já recebeu, nas tentativas em vão, cada vez que quis alguma coisa e não pôde ter, em tudo o que deixou pra trás e, pior de tudo, no futuro incerto. Nessa hora minha intuição que fez brotar a confiança de uma vida nova e alertou para o início do desejo da mudança se esconde. Covarde! Fica lá tão pequenininha que quase não consigo ver. Talvez por sentir vergonha de ter me feito acreditar em uma coisa que no fundo, no fundo, era mais sonho do que possibilidade de realidade. Evito falar do dramalhão, mas pensar nele é inevitável. No entanto, ainda que vá contra o que estou vivendo, uma lágrima sempre escorre quando aquele mesmo blá, blá, blá é citado, porque parece que olha nos meus olhos e fala comigo. Porque cada vez em que uma história é contada, sinto que um dia, talvez, poderá ser a minha. Porque mesmo com um muro de impossibilidades sendo criado à minha frente, é nisso que eu escolhi acreditar. E esperar.